Outra noite de sol a pino,
Com obrigações na vida à frente
Esqueço a lembrança desocupada do menino
Do mundo paradoxal de ranger de dente.
Ambíguo holocausto de retorno,
Vê-se pouco no clarão noturno.
Vejo uma luz de mundo morno,
Na Era de Hades, ou seria Netuno?
Percebo Odin morto no tempo Cristão.
Palas injusta e idólatra,
Baco tímido e fiel sacristão.
Zeus sem raios e alcoólatra.
Caminhando a frente Nefertite e Mino,
Acariciando-se despreocupadamente com o presente.
Moisés se afogando na presença do rabino,
E Shiva sem braços, caminhando lentamente.
Don Juan sem mulheres para adorno,
Escutando palavras do sábio taciturno.
Vendo a frente, Perséfone como estorvo.
E orixás no vasto céu diurno.
Muito bom também. Sempre fico impressionada com a facilidade com que vocês brincam com mitologia. Parabéns.
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