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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Chuva Solitária

Nesse momento eu queria uma paixão
Não um Amor pra vida inteira
Mas uma paixão, ardente e arteira
Paixão dessas que de nada vale intuição
Paixão que vem depois da bebedeira
E pela contra-mão.

E hoje que me pego em casa cansado
Enquanto chove em uma rua de fantasias
E a fraca luz me "alumia"
Vejo pelo espelho embassado meu passado
Um "cabra" cheio de alegrias
Estressado e intediado
Com a bela sinfonia.

Mas flores crescem em um jardim esquecido
Momentos antes do fraco entardecer
Que quando olhado pelo oeste, ao morrer
Nada mais interessa à um corpo caído
Pois não verá novo alvorecer.

A guerra está chegando ao dizimar a sociedade
Com sua alienação e consumismo,
E com seu jeito de Nazismo
Retalhando nossa idade
Vivendo com um Masoquismo
Que acha ser felicidade.
Procuro em um simples e pequeno mimo,
A força de toda uma Amizade.

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